domingo, 28 de fevereiro de 2010

verbo desejar

desejo de se desejar quem se deseja.
desejar quem se ama e se quer. tão simples isto afinal.

canto do desencanto.

desencanto? em quanto e como?
desencanto do canto?do cantar do outro que afinal já nada nos diz, ja nada nos faz ouvir e por isso em já nada nos prende.
desencanto foi,  assim como o encanto vem.
não ha logica, não ha equaçao, não há explicaçao. terá de haver aceitaçao. isso é o que mais custa. o desencanto do outro por nós, dá-nos um trabalho: o de perceber que aquilo em nada tem de ver connosco, é clara e basicamente um problema do outro. do outro que deixa de se encantar. do outro que nem percebe, nem quer preceber, que perdeu o desencanto e o que isso implica. por causa da nostalgia, em forma de consciencia pesada. pesada mesmo. cobrança interna sem tom nem som.
mas a vida é assim. obriga-nos ás vezes a partir. a deixar o certo, pelo incerto inseguro, mas em tanto verdadeiro....e a verdade quando é mesmo, não se compadece....
concluir? so o tempo. só o tempo deixa as coisas poisarem. e cairem por si. a espera do tempo é a consciencia da sabedoria...assim nos vamos deixando ir...com uma luzinha de esperança que mora la dentro e está lá. está la sempre mesmo que tao esquecida...porque as vezes até isso da mais jeito. 
um dia sim. um dia sim.

papagaios de papel

adoro a ideia de estar empoleirada em ti.
empoleirada de suspensa, e suspensa em total leveza por saber que me aguentas, como um suporte estanque, forte, amarrado e seguro onde me posso empoleirar para voar e ver o desenho do mundo num angulo que só tu me ensinaste ser possivel.
tambem podia ser a ideia de um papagaio de papel...cujo fio em nylon é inquebravel, embora quase invisivel..tu seguras o fio enquanto eu voo, e te digo em segredo o que senti pelo que vi...é assim estar empoleirada em ti. obrigada por me segurares as pontas.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

amor desencontrado, coração lixado.

escrevo para elas que sentem e escrevem a por o coraçao ao alto.
capacidade esta de exprimirem  com direito e  legitimidade, o que lhes toca, o que as angustia, o que querem, e os seus sonhos. tempo bom este em que vivemos. tempo de verdade absoluta no que toca á linguagem do coração, que se traduz em palavras proximas. sem legendas, sem batotas, sem curvas. estão ligadas elas, sim a coraçoes doutros tamanhos e formas que provalvemente não entendem a linguagem a que elas se referem. desintonias. desencontros. desconforto. desgosto.desfazamento. 
venho para lhes exemplificar, que um dia vem. um dia vem que chega a medida certa no bater do coração..estranho é,até porque esses dias chegam mesmo, quando ja nada esperamos. 
eu sei que sim e por mim falo. elas assistiram e sabem e viram, e me sentem também. 
a medida do tempo, é o tempo sem medida..e saber estar em verdade é o passo mais importante. o do acordo, o da fidelidade ao coração que sente,como sente, e imutavelmente bate, bate sempre todos os dias. até ao dia que bate em sintonia total com outro igual.  esse dia vem mesmo. para nunca mais ninguem o tirar de nós. é também assim a vida.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Hipotecar o que se sente. Nas palavras que ficam por dizer...

fundo mesmo


ás vezes ela nao sabia como pegar. ás vezes ela fazia aquela cerimonia por causa do não excesso, so para não estragar. as vezes era isso, guardava as palavras do que sentia dentro de si, para ali ficarem, sem ninguem as adivinhar.de certa forma ela sabia, que entao essa historia era só dela. uma especie de medo e respeito dela pelo outro,a  fazia calar, guardar lá dentro, como se poupasse as acçoes em segredos. mas assim era,que tambem nada esperava. porque no fundo do fundo não se é igual.e era irresistivel sentir, que dizendo ou declarando, era como se o obrigasse a corresponder..isto ela sabia que era tudo o que não queria. então esperava não esperando que as palavras viessem do outro lado espontaneas, cheias de espaço, num tempo que ainda se podia aceitar...porque tambem no fundo do fundo acreditava porque decidiu acreditar.