segunda-feira, 24 de março de 2014

Para que servem os Muros?

Gosto de Lisboa, muito. 
Gosto de encontrar e parar para ler os grafittis, que se declaram em paredes e muros com critério. 
Gosto da ideia de imaginar que alguém se deu ao trabalho de escolher o lugar onde pinta e escreve o que sente.
Gosto da ideia de realizar que alguém leva tinta ou giz e declama paredes fora o que lhe vai na alma. 
Gosto de ideia de apanhar essa boleia e levar comigo o que alguém sentiu. 

Podem ser mensagens sem retorno, anónimas ou assinadas, alegres e desesperadas. 

Que falem de esperança e encontro, que falem de caminhos com curvas. 
Que falem de amor e cerejas,  que falem da importancia de abrirmos os olhos.
Ou que sejam citações famosas em assumido plágio. 
Seja como for e o que for, está escrito e prantado sem contagem dos dias, ali, em paredes e recantos que são de todos nós, e falam sem voz. 
Pinta-se a vida em instantes nas paredes e muros de Lisboa, para quem os quizer apanhar. 
Eu, não lhes resisto, e gosto quase sempre do que me faz parar. 
Assim está Lisboa nos dias que correm, cada vez mais bonita e enfeitada. 
Maquilhada com sentir, em frases que se guardam...