domingo, 14 de outubro de 2012

Janis Dellarte Brilhou e Encantou.


Conheço a Maria Ana desde pequena. 
Fui acompanhando o seu percurso, nem muito de perto nem de muito longe. 
A Maria Ana seguiu o seu caminho para Londres com a promessa de se cumprir. 
E cumpriu. 
Foi reconhecida e convidada para apresentar uma instalação no Mude na semana da Moda Lisboa. 
Um sucesso. 
A adesão foi total: era ver os jornalistas e amigos, familia e desconhecidos a curtirem a sua obra digna de registo. 
Eu filmei como pude no meu iphone. A agradeço ter ido graças ao meu irmão Vasco que me facilitou e convenceu a meter-me num taxi para o Chiado naquela 6 feira. 
Ainda bem que fui. Ninguém tira de mim aquele momento. Ao meu lado estava a Ana mãe, emocionada, a vibrar com o brilho da sua filha. E eu estava lá para tudo ver e ouvir. 
O brilho dos outros tambem é nosso. 
A musica era brutal cantada com a alma e o coraçao na mão pela voz da mexicana Chavela Vargas "Amar Duele"....Os modelos em carne e osso escolhidos a dedo a fazerem par com os tecidos e mochilas/sacos que transportavam dum aforma muito curtida. Meio tribal, rastas, sossegados e serios. 
Adorei. 
A Maria Ana não sabia se calhar que podia brilhar assim. 
Que este dia lhe sirva para um caminho de inspiração e humildade.
Ficava por dizer a extravagancia coerente da coisa, baseado nas suas musas que são nem mais nem menos que Frida Khalo, Janis Joplin e Cruella Devil...
Tudo isto me encantou. Fica escrito. 

sábado, 13 de outubro de 2012

Rio que se rende aos nossos pés



A PAISAGEM NÃO TEM DONO



Há paisagens que são de todos. 
Estão ali á mão de ver e viver, sempre paradas, nunca iguais, á nossa espera. 
É a forma que tem o mundo de se dar a nós que nele andamos, ás vezes tão apressados que nem nos damos conta. 
O rio nestes dias tem sido meu, nos meus andares, no meu respirar, na minha vontade de me sentir melhor. 
Parece que o vejo sempre como se fosse a primeira vez. 
É meu, é vosso, é nosso, é de todos, porque afinal não é de ninguém.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Lisboa nos Braços e nos Abraços

HOJE NO RIO

O Rio está muito perto de nós.

É por isso que também que me convida a ir sempre que posso andar ao longo da sua margem para a frente e para trás.
Hoje havia um grande paquete a aproximar-se do porto de Lisboa, trazia pessoas com sonhos lá dentro.
Sonhos que Lisboa vai cumprir na sua beleza e luz.
É isso que gosto de imaginar: as expectativas dos estrangeiros que nos visitam e a conferencia das mesmas. Lisboa confere aos meus olhos. É mais bonita do que se pensa. É mais bonita do que se espera.
E quem a Vê pela primeira vez encanta-se e nunca mais esquece. Há lugares assim no mundo. 

No meio da minha caminhada convicta, observo o que se me depara pela frente. Era uma senhora tambem de fato trieno como eu a acenar com os dois braços qual codigo morse para o paquete, talvez com a ilusão que alguém a visse de um camarote e acenasse de volta. Depois um casal mais a frente a fazer a mesma coisa. 

As pessoas são boas, são abertas e abrem os braços para quem chega de novo, é como se cada um de nós fosse anfitrião da cidade, que é nossa e de todos os outros  que a queiram visitar para nunca mais esquecerem o que viram, o que sentiram.

A Lisboa rendida me sinto.